Logística do Agronegócio em Foco

A logística de graneis agrícolas na Amazônia continua sendo um dos grandes desafios para a competitividade da região. Essa realidade foi muito bem destacada em matéria do jornal Correio Paraense desta semana. A reportagem abordou o estudo desenvolvido pela Macroinfra que mapeou os principais gargalos e oportunidades da infraestrutura logística no transporte de grãos, fertilizantes e outros insumos movimentados pelo Arco Norte.

A análise mostra que, apesar de avanços importantes, ainda enfrentamos entraves críticos em rodovias, ferrovias e hidrovias — elementos centrais para garantir previsibilidade, reduzir custos e ampliar o acesso aos mercados.


Confira a entrevista aqui:
https://correioparaense.com.br/2025/06/02/estudo-da-macroinfra-mapeia-os-desafios-da-logistica-do-agronegocio-em-granel/

Porto Chancay: Oportunidades e Desafios

Um megaporto no Peru, localizado a 80 km ao norte de Lima, o Porto Chancay promete ser uma nova rota para o agro brasileiro rumo à Ásia. O Jornal da Band destacou as oportunidades logísticas com a inauguração do terminal e o sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, foi um dos entrevistados da série especial de reportagens.

A nova estrutura portuária, com conexão direta ao Oceano Pacífico, poderá reduzir em até duas semanas o tempo de viagem de cargas brasileiras com destino à China e, consequentemente, "com um custo de frete menor”, pode se tornar uma alternativa estratégica à tradicional rota via Canal do Panamá. No entanto, a utilização plena dessa rota exigirá integração logística com o interior do Brasil — especialmente com rodovias e ferrovias que conectem o Centro-Oeste ao Pacífico via Acre.

Confira a reportagem nos vídeos:

https://www.youtube.com/live/xQrHb5JbksQ?si=qWwmcSFkh26klcQk

Macroinfra Consultores no jornal Le Monde

A crescente pressão sobre a infraestrutura logística brasileira e os gargalos enfrentados nos principais portos do país foram temas de destaque em matéria publicada no tradicional jornal francês Le Monde.

A reportagem, assinada pela correspondente Anne-Dominique Correa, explora os desafios enfrentados por terminais brasileiros como os localizados no Complexo Portuário de Santos diante do aumento expressivo nas exportações. Vale destacar o salto de 20% no tráfego de contêineres entre 2023 e 2024 e limites da atual capacidade portuária e de transporte.

A Macroinfra Consultores ofereceu o estudo técnico sobre os impactos da saturação logística e a importância de alternativas estruturantes como o desenvolvimento do sistema hidroviário brasileiro e novos modelos de concessão como base para esta reportagem.

Confira a entrevista aqui:

https://www.lemonde.fr/article-offert/c149e3362327-6606177/dans-un-bresil-qui-exporte-de-plus-en-plus-les-systemes-logistique-et-portuaire-au-bord-de-la-saturation

Rota Bioceânica na Veja. Macroinfra analisa os desafios do corredor logístico que pretende conectar os portos brasileiros ao Oceano Pacífico

Em reportagem publicada na revista Veja o sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, avaliou os principais contornos do projeto que pretende colocar em prática um corredor logístico para ligar o Oceano Atlântico ao Pacífico, passando por Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, a chamada Rota Bioceânica. O objetivo principal do projeto é facilitar o transporte de cargas e produtos entre os países da América do Sul bem como destes com o mercado asiático, reduzindo custos e tempo de transporte.

A rota terrestre para o Chile é estudada há décadas e a tendencia agora é sair do papel. Com 3.320 quilômetros deve ser concluída no primeiro semestre de 2026. O trecho brasileiro, com cerca de 1.500 quilômetros, custará 19 bilhões de reais, providos pelo Orçamento Federal e pelo BNDES.

De acordo com Girard, neste momento ainda não há garantia de que a rota trará ganhos aos exportadores para a Ásia por conta dos altos custos da logística rodoviária em comparação com o transporte marítimo a partir do Brasil. Porém a rota é benéfica por ter o potencial de ampliar as exportações para os mercados vizinhos. Estamos falando de um projeto que envolve investimento bilionário, com impactos diretos na competitividade nacional, na integração sul-americana e na geração de valor para todos os envolvidos”, conclui ele.

Confira a matéria completa da revista Veja no link:

https://veja.abril.com.br/economia/o-equivoco-no-corredor-logistico-que-ligara-portos-do-brasil-ao-pacifico/

PAC é tema de análise da Macroinfra no portal NeoFeed

O Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) representa um marco significativo nos investimentos em infraestrutura no Brasil, com previsão de R$ 1,7 trilhão até 2030, abrangendo cerca de 23 mil obras em diversos setores. O histórico e contexto atual destes investimentos foram analisados pelo sócio-diretor da Macroinfra Olivier Girard, em entrevista ao portal NeoFeed.

De acordo com Girard, "apesar do nome do programa ter a palavra “novo”, ele não traz novidades em relação às ferrovias".

Na reportagem, os especialistas destacaram os avanços e os desafios enfrentados pelo programa. Entre os pontos positivos, ressalta-se a maior participação do setor privado, com R$ 612 bilhões previstos por meio de concessões e parcerias público-privadas (PPPs). No entanto, questões como a centralização na Casa Civil, a falta de priorização de projetos e a baixa visibilidade do programa são apontadas como obstáculos significativos.

Leia a matéria completa no NEOFEED no link:
https://neofeed.com.br/economia/o-novo-pac-vive-contradicao-de-gigantismo-lentidao-das-obras-e-pouca-visibilidade/


O gerenciamento de riscos no transporte de commodities

O estudo da Macroinfra que mapeou os desafios da logística do agronegócio em granel teve destaque na reportagem. O levantamento mostra um panorama sobre os desafios da logística brasileira no agronegócio quando o assunto é o transporte de produtos em granéis, ou seja, em grandes quantidades e no estado natural, como soja, milho, açúcar e farelo de soja.

Entre os principais apontamentos do trabalho, estão as análises feitas com base nas projeções que mostram que o Brasil deve passar a exportar 58,8 milhões de toneladas adicionais de granéis agrícolas nos próximos 10 anos, o que gerará sérias implicações nas necessidades de investir na infraestrutura de transporte e logística.

De acordo com o CEO da Macroinfra, Olivier Girard, “o país está cada vez mais exportando, em um cenário de crescimento incessante, seja por ferrovias, hidrovias, rodovias e portos. Mas, ao mesmo tempo, a velocidade de investimento nos projetos existentes de novos corredores logísticos não está acompanhando a dinâmica do crescimento de produção e exportação do setor”.
Confira a matéria completa da revista Veja no link:
https://logweb.com.br/gerenciamento-de-riscos-no-transporte-de-commodities-se-impoe-devido-as-falhas-na-infraestrutura-brasileira/

A nova tarifa de 125% da China, para produtos dos EUA, pode abrir oportunidades para o Brasil.

Olivier Girard, sócio-diretor da Macroinfra, participou de entrevista exclusiva para o canal CNBC Brasil para comentar sobre o assunto.

Na reportagem, Girard abordou as principais consequências de curto prazo da guerra tarifária para o Brasil, com foco nos impactos na logística nacional e desafios da infraestrutura portuária e ferroviária.

O Brasil é extremamente importante para o agronegócio mundial e a China deverá procurar no país grande parte do volume que deixará de importar dos EUA. Esse movimento pode gerar inúmeras consequências, desde aumento de preços dos produtos agropecuários, até o estrangulamento dos portos brasileiros, com atrasos nos navios e aumento de custos logísticos. Entre eles, o custo de demurrage.

Confira o vídeo da entrevista aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=KiakIAyJXQI

Macroinfra analisa Porto de Chancay em especial do Valor Econômico

O Porto de Chancay, no Peru, foi tema de reportagem da Revista Logística, do Valor Econômico, e a Macroinfra analisou os impactos do ambicioso projeto que promete transformar a logística entre a América do Sul e a Ásia.

De acordo com o sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, a infraestrutura terrestre ainda é um ponto crítico. "O porto tem potencial para ser um hub regional, mas sem conexões ferroviárias e rodoviárias eficientes, corre o risco de se tornar um gargalo em vez de uma solução."

Com investimentos de US$ 3,5 bilhões já realizados pela Cosco Shipping e a expectativa de reduzir em 10 dias o tempo de transporte marítimo para a China o impacto tanto do porto de Chancay como dos demais portos do Pacífico é nulo, tanto na entrada como na saída de mercadorias brasileiras (commodities e bens industrializados), em razão dos altos fretes, dos trâmites aduaneiros e, principalmente, das dificuldades e da falta de estrutura rodoviária e ferroviária para transpor a Cordilheira dos Andes.

Na Macroinfra acreditamos que o sucesso de empreendimentos dessa magnitude depende de uma abordagem integrada, que considere não apenas o terminal portuário, mas toda a cadeia logística envolvida.

Leia a matéria completa no Valor Econômico no link:
https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/revista-logistica/noticia/2025/04/14/chancay-o-porto-com-projeto-auspicioso-mas-com-inicio-de-operacao-cheio-de-desafios.ghtml

Os desafios da logística ferroviária no Brasil: CEO da Macroinfra analisa modelo de concessões

Em artigo publicado na revista Ferroviária, o CEO da Macroinfra, Olivier Girard, avaliou que o modelo de concessões brasileiro acabou por dividir as malhas da antiga Rede Ferroviária Federal (RFF-SA) em blocos sem competição direta com outras ferrovias e as malhas construídas pela iniciativa privada, apesar de aplicar o "direito de passagem", acabam de certa forma priorizando a movimentação de suas próprias cargas.

Girard avalia que, na prática, as operadoras ferroviárias competem diretamente com o modal rodoviário, naturalmente mais caro, o que se reflete em modelo tarifário baseado no frete rodoviário e não baseado nos custos ferroviários, que potencialmente devem ser bastante inferiores.

Os longos congestionamentos de caminhões nos portos de Porto Velho foram tema de reportagem da revista Transporte Moderno.

Convidada a analisar o assunto, a Macroinfra teve participação de destaque como fonte técnica. De acordo com a matéria, a fila de veículos no local evidencia um gargalo crítico na exportação de soja: a falta de manutenção contínua da hidrovia do Madeira.

Para o sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, além da limitação na capacidade dos terminais, a navegação enfrenta atrasos devido à necessidade urgente de dragagem em pontos estratégicos do rio.

Segundo ele, “os períodos de cheia e seca alteram drasticamente a profundidade do Madeira, afetando o fluxo das barcaças e aumentando os custos logísticos. Neste momento, as fortes correntezas e o assoreamento dificultam a navegação, ampliando o tempo de transporte em até três dias”.

O especialista explica que muitos desses terminais são antigos e operam com limitações. O terminal operado pela Amaggi, e o outro pela Cargill, por exemplo, têm carregadores de barcaça com capacidade entre 220 e 500 toneladas por hora, insuficiente para lidar com o volume atual de soja.

A matéria destacou que a combinação de uma supersafra de soja e a necessidade urgente de colheita para o plantio subsequente de milho intensificam a pressão sobre a infraestrutura existente.

E o CEO da Macroinfra concluiu que “é essencial investir na modernização dos terminais hidroviários, ampliando sua capacidade de operação, bem como em melhorarias nos acessos rodoviários aos portos”.

Leia a matéria completa aqui:
https://transportemoderno.com.br/2025/03/20/filas-de-1-200-caminhoes-em-porto-velho-elevam-frete-e-expoem-gargalos-logisticos-na-exportacao-de-soja-entenda/?utm_medium=site&utm_source=slider_destaque

Tarifas chinesas: gargalos logísticos podem limitar avanço das exportações brasileiras

Em reportagem publicada no portal Agro Estadão, o CEO da Macroinfra, Olivier Girard, falou sobre os impactos das tarifas chinesas sobre os EUA e sobre os gargalos logísticos com o crescimento das exportações brasileiras.

O sócio-diretor da Macroinfra explicou que o grande problema do Brasil não está apenas na infraestrutura portuária, mas também na falta de ferrovias que conectem as principais regiões produtoras de grãos ao sistema logístico nacional.

“Nós não temos ferrovia suficiente. O custo de produção no Brasil é um dos mais baixos do mundo, mas o custo de transporte é alto devido à infraestrutura deficiente”, enfatizou Girard.

Confira a matéria completa aqui:
https://agro.estadao.com.br/economia/tarifas-chinesas-gargalos-logisticos-podem-limitar-avanco-das-exportacoes-brasileiras

Suspensão de voos da Voepass aprofunda crise de imagem da companhia e impacta aviação regional

Macroinfra analisou os impactos em matéria do Broadcast, da Agência Estado

A recente suspensão dos voos da Voepass pela ANAC trouxe à tona desafios importantes para a aviação regional no Brasil.

Em entrevista para Portal Broadcast, o sócio-diretor Olivier Girard, contribuiu com sua análise sobre os impactos dessa decisão, destacando as dificuldades enfrentadas pelo setor e o cenário incerto para a companhia aérea.

Na Macroinfra, acompanhamos de perto o mercado de infraestrutura e transporte, trazendo insights estratégicos para entender os desafios e oportunidades do setor.

Macroinfra na revista Logweb

O CEO da Macroinfra, Olivier Girard, participou de uma reportagem da revista Logweb que abordou o tema “Futuro do transporte. Como as empresas podem sobreviver às mudanças da economia". Na oportunidade, o executivo compartilhou sua visão sobre inovação e adaptação às novas dinâmicas do setor. E falou sobre as rápidas transformações econômicas e tecnológicas onde as empresas precisam se reinventar para manter a competitividade.

A Macroinfra está comprometida em ajudar os clientes a navegar por esse cenário de soluções estratégicas e visão de futuro.

Leia a matéria completa aqui:
https://logweb.com.br/o-futuro-do-transporte-como-as-empresas-podem-sobreviver-as-mudancas-da-economia/

Fusão entre Gol e Azul: conectividade ampliada ou risco de concentração de mercado?

A Macroinfra participou de reportagem feita pelo portal Transporte Moderno sobre a fusão entre as empresas aéreas Gol e Azul. O porta-voz e sócio da consultoria, Olivier Girard, fez uma análise sobre os possíveis impactos desse movimento para o setor aéreo brasileiro.

A integração entre as companhias pode gerar ganhos operacionais e ampliar a conectividade, mas também levanta preocupações sobre a concentração de mercado e seus efeitos na concorrência.

Confira a matéria completa e veja nossa contribuição para esse debate essencial:
https://transportemoderno.com.br/2025/01/23/fusao-entre-gol-e-azul-podera-ampliar-conectividade-mas-ha-risco-de-concentracao-de-mercado-dizem-especialistas/


Agronegócio corre risco de gargalo logístico nos próximos anos

Em matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, na seção Agrofolha, o estudo da Macroinfra alerta sobre o risco de um apagão logístico no agronegócio brasileiro. Atualmente, mais de 91% da capacidade portuária para granéis agrícolas está utilizada, ultrapassando o limite de segurança operacional.

Outro entrave apontado é a falta de diversidade dos modais para escoamento dos grãos produzidos no interior do país, com alta dependência do transporte rodoviário até os portos. Projetos em andamento para expansão portuária e ferrovia são essenciais para atender à crescente demanda até 2033, mas a busca por uma logística mais competitiva e eficiente é urgente.

Confira a entrevista aqui:

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2024/12/agronegocio-corre-risco-de-gargalo-logistico-nos-proximos-anos-diz-estudo.shtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=social&utm_campaign=compwa

O CEO da Macroinfra Consultores, Olivier Girard, foi entrevistado pelo Canal Rural para discutir sobre o estudo da Macroinfra que alerta sobre o risco de um apagão logístico no agronegócio brasileiro, que apontou mais de 91% da capacidade portuária para granéis agrícolas utilizada atualmente, ultrapassando o limite de segurança operacional dos portos.

Na reportagem, Girard comentou ainda sobre a alta dependência do transporte rodoviário até os portos e da importância dos projetos em andamento para expansão portuária e ferrovia como essenciais para atender à crescente demanda até 2033.

Confira a entrevista aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=BklUbqzWqrM

Fim da greve nos portos dos EUA alivia cadeias de suprimentos

Em matéria publicada no portal da revista Portos e Navios, o CEO da Macroinfra, Olivier Girard, foi entrevistado para abordar sobre o fim da greve nos portos dos Estados Unidos e os possíveis impactos nos fluxos de mercadorias no Brasil.

Na reportagem, Girard falou sobre os desafios que ainda permanecem para as cadeias de suprimentos internacionais. Sua análise contribuiu para ampliar o entendimento sobre o cenário da logística global.

Recomendamos a leitura a todos que atuam na área e desejam se atualizar sobre as tendências e desafios do mercado.

Confira a entrevista aqui:

https://www.portosenavios.com.br/noticias/portos-e-logistica/fim-da-greve-nos-portos-dos-eua-alivia-cadeias-de-suprimentos-mas-desafios-permanecem

Crise no Oriente Médio eleva custo dos fretes marítimos e afeta logística global

Em nova matéria publicada no portal da revista Portos e Navios, o CEO da Macroinfra Consultores, Olivier Girard, foi entrevistado para discutir sobre os impactos da elevação dos custos de fretes marítimos na logística global, principalmente sob a ótica da crise no Oriente Médio.

Na reportagem, Girard comentou sobre o impacto da crise no Oriente Médio sobre os custos dos fretes marítimos e a logística global, com ênfase nos efeitos para o Brasil, destacando que a necessidade de alterar rotas impacta diretamente em aumento no tempo total de navegação e que o aumento da demanda por navios enquanto há redução de sua oferta eleva automaticamente os custos de frete, principalmente no caso dos contêineres.

Esse aumento de custos e os desafios logísticos afetam a cadeia global, mas o Brasil pode se beneficiar parcialmente devido à sua relevância no transporte de commodities. Recomendamos a leitura a todos que atuam na área e desejam se atualizar sobre as tendências e desafios do mercado.

Confira a entrevista aqui:

https://www.portosenavios.com.br/noticias/navegacao-e-marinha/crise-no-oriente-medio-eleva-custo-dos-fretes-maritimos-e-afeta-logistica-global

Cadernos Técnicos Setoriais para investimentos sustentáveis são apresentados pela Prefeitura

O município apresentou, na última terça-feira (30), os Cadernos Técnicos Setoriais com informações e oportunidades de negócios sustentáveis na região. O lançamento aconteceu durante a 74º Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Rondônia—Os estudos servirão de base para a implantação de políticas públicas de desenvolvimento sustentável

https://www.portovelho.ro.gov.br/artigo/33213/economia-cadernos-tecnicos-setoriais-para-investimentos-sustentaveis-sao-apresentados-pela-prefeitura

Investidores de São Paulo conhecem as potencialidades do estado no Rondônia Day

A atração de investimentos para o setor industrial, logístico, turístico e para o agronegócio foi o objetivo do primeiro Rondônia Day, que aconteceu no dia 29 de agosto em São Paulo e contou com a participação do governador Marcos Rocha, autoridades rondonienses, paulistas, empresários e investidores.

Nessa oportunindade, o presidente da Federação das Indústrias de Rondônia-FIERO, Marcelo Thomé, pode apresentar para os presentes o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Estado de Rondônia, trabalho desenvolvido pela Macrologística Consultoria, em parceria com a FIERO, e que abordou as necessidades de investimentos em logística de transportes, energia, telecom, capacitação e segurança hídrica, necessários para sustentar o Plano de Desenvolvimento Industrial do Estado.

http://www.rondonia.ro.gov.br/investidores-de-sao-paulo-conhecem-as-potencialidades-do-estado-no-rondonia-day/

Macrologística Consultoria
Déficit na infraestrutura complica escoamento da safra

A corrida deflagrada nos últimos anos pelas grandes tradings do setor de grãos e operadores logísticos para instalação de terminais portuários e estações de transbordo permitiu acumular uma capacidade para recepcionar e movimentar em torno de 70,0 milhões de toneladas de grãos no chamado Arco Norte, que compreende toda a região do território brasileiro acima do Paralelo 16º, incluindo portos de Itacoatiara (AM), São Luís, Itaqui e Ponta da Madeira (MA), Santarém e Barcarena (PA) e Aratu (BA). No ano passado, no entanto, por causa dos problemas de logística e infraestrutura, o sistema recebeu 27,5 milhões de toneladas, operando com ociosidade de 60,8%, segundo a assessora técnica da Comissão Nacional de Logística e Infraestrutura da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Elisângela Lopes.

Espera-se a instalação de mais 20,0 milhões de toneladas de capacidade em novos armazéns e terminais entre o fim deste ano e o começo de 2020, como mostra o estudo "Entre portos e porteiras", no qual a CNA mapeia os principais gargalos logísticos do agronegócio e aponta soluções para corredores mais estruturais no escoamento das safras. "A principal causa dessa ociosidade está na falta de infraestrutura adequada de acesso, com malha rodoviária deficitária em extensão e qualidade, hidrovias sem cartas náuticas atualizadas, com ausência de dragagem, sinalização e balizamento e ainda uma malha ferroviária pequena e restrita", diagnostica Elisângela.

Edeon Vaz Ferreira, diretor executivo do Movimento Pró-Logística, afirma que o custo de frete entre Sinop (MT) e Miritituba (PA), que não deveria superar R$ 160 por tonelada, varia de fato entre R$ 210 e R$ 230 por conta da demora na conclusão do asfaltamento num trecho final de 51 quilômetros da BR-163 até os terminais do rio Tapajós. "Como 12 milhões de toneladas de milho e soja saem por ali, o custo mais alto gera prejuízos anuais de R$ 600 milhões a R$ 840 milhões", estima.

Numa complicação adicional, aponta Olivier Roger Sylvain Girard, sócio diretor da Macrologística, os trechos já asfaltados da via, que recebe tráfego intenso de carretas bitrens numa área de alta pluviosidade, sofrem degradação acelerada por falta de manutenção. "Mato Grosso de fato é onde está o cerne do problema atualmente e ali se avançou muito pouco", afirma.

Saída estratégica para o mercado internacional, especialmente para a produção de grãos do Centro-Oeste, a participação do Arco Norte nas exportações brasileiras de milho e soja em grão foi ampliada de 16% em 2009, quando havia atingido 7,0 milhões de toneladas, para 26,2% no ano passado, somando 32,5 milhões de toneladas, num crescimento anual composto de 21,2%. Na média brasileira, mostra Elisângela, as exportações daqueles grãos cresceram 14,1% ao ano.

Na leitura do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, a desconcentração relativa das rotas de exportação mostra que, "sem dúvida", têm ocorrido avanços na infraestrutura, a despeito de restrições orçamentárias e do fato de o investimento no setor historicamente manter-se abaixo de 2% do Produto Interno Bruto (PIB). Freitas lembra a alocação recente de R$ 2,0 bilhões pelo governo federal para a malha rodoviária, que permitirão "entregas importantes para o agronegócio, incluindo trechos nas BR-116 (no Rio Grande do Sul), BR-163 (no Paraná), BR-163/364 (ambas em Mato Grosso), BR-242 (em Tocantins)". Da mesma forma, o ministro reitera a meta de concluir neste ano a pavimentação dos 51 km da BR-163 até Miritituba no Pará.

O ministério trabalha ainda no projeto de concessão do trecho paraense da rodovia, informa o ministro, como forma de assegurar recursos para sua manutenção nos próximos anos.

Também este ano estão previstas as concessões da Ferrogrão, interligando Sinop a Miritituba, os leilões das rodovias BR- 364 e 365, que cortam Goiás e Minas Gerais, e da BR-101, em Santa Catarina. "Devemos realizar as novas concessões da BR-040/495 (MG/RJ) da Companhia de Concessão Rodoviária Juiz de Fora-Rio de Janeiro (Concer); da BR-116/465/101 (SP/RJ) da Dutra; da BR-116/493 (RJ/MG); e das Rodovias Integradas do Paraná", acrescenta o ministro.

Os planos do ministério incluem ainda dobrar a participação das ferrovias na matriz de transportes até 2030, atualmente limitada a 18%. Para Elisângela, será preciso avançar mais em regulação, já que o setor ferroviário tem se transformado num quase monopólio, situação que tende a ser reforçada com a recente vitória da Rumo no leilão de concessão do trecho da Ferrovia Norte-Sul entre Porto Nacional (TO) e Estrela D'Oeste (SP), cortando todo o Estado de Goiás. "Na média, as ferrovias praticam hoje preços de frete apenas 3% menores do que as rodovias. No exterior, a diferença chega a 30%", argumenta.

Macrologística Consultoria